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1 - Presidente do Banco Central diz que queda de juro é oportunidade histórica.
O juro real vem caindo fortemente no Brasil por causa da conjuntura interna e externa, que oferece uma oportunidade histórica de se jogar para níveis mais baixos todo o ciclo de altas e quedas da taxa básica, que caracteriza a política monetária em qualquer economia de mercado.
A afirmação é do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que conversou como Estado na sexta-feira. Ele reafirmou que o BC mantém a sua autonomia e, se tiver de aumentar a Selic, a taxa básica, no futuro, o fará sem qualquer constrangimento. "A Selic vem caindo, levando à significativa redução do juro real, por causa de uma combinação muito específica de fatores internos e externos, e não para agradar à presidenta Dilma", disse Tombini.
As perspectivas globais, porém, já mudaram de novo. A recente indicação, inclusive por meio da mudança das regras da poupança, de que a Selic pode cair mais do que a sinalização da ata de março decorre, entre outros fatores, da piora no cenário americano e europeu. O Brasil também é afetado, especialmente pelo canal do comércio. "Mas o crescimento virá", diz Tombini, acrescentando que o PIB deve crescer mais no segundo semestre do que no primeiro.
Fonte: Agência Brasil



2 - IBGE diz que emprego industrial cai 0,4% em março.
O emprego na indústria caiu 0,4% em março ante fevereiro e apresentou recuo de 1,2% na comparação com o mesmo período de 2011, sexto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em fevereiro, o índice ficou em 0,1% e em janeiro houve recuo de 0,3%. No ano, o índice acumula queda de 0,8% em comparação a igual período de 2011. A taxa de 0,2% dos últimos 12 meses seguiu a tendência de queda no ritmo de crescimento que começou em fevereiro de 2011 (3,9%). Nos três primeiros meses do ano o emprego industrial recuou 0,3%, segundo trimestre consecutivo de taxa negativa, acumulando nesse período perda de 0,9%.
Na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2011, o contingente de trabalhadores diminuiu em nove das 14 áreas pesquisadas. São Paulo apresentou o pior resultado (-3,2%), com taxas negativas em 14 dos 18 setores investigados. O destaque ficou com a redução nas indústrias de produtos de metal (-14,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,3%).
Fonte: Agência Brasil



3 - Câmbio afeta os segmentos industriais de modo diferente.
A alta do dólar tem provocado impacto positivo em termos de acesso a mercado para alguns setores, mas, para outros, que dependem de insumo importado para compor o produto final, pode resultar em oneração de preço sobre a cadeia produtiva, segundo avaliação do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira.
O MDIC não tem projeção para a balança comercial deste ano, disse o secretário executivo. Ele manteve, porém, a meta de fechar as exportações com aumento de 3,1% este ano. Celebrou o fato de, no primeiro quadrimestre, as exportações terem aumentado 4,5%. Em 2011, as vendas externas brasileiras subiram 26%, atingindo quase US$ 257 bilhões. A diferença entre um ano e outro, segundo Teixeira, está na desaceleração da economia internacional e na dificuldade do cenário externo.
Fonte: Agência Brasil



4 - Economistas afirmam que PIB de 4,5% é inatingível.
O crescimento da economia brasileira está frustrando as expectativas e a meta do governo Dilma Rousseff de avançar 4,5% em 2012 se tornou inatingível. Bancos e consultorias cortaram, na semana passada, em cerca de meio ponto porcentual suas estimativas e já preveem que a alta do Produto Interno Bruto (PIB) pode ser inferior a 3% em 2012.
Pelos resultados da atividade econômica de janeiro a abril seria necessário crescer entre 5% e 7% no segundo semestre em relação ao primeiro para atingir a meta, calculam consultorias privadas. "É um salto olímpico, dado o ritmo atual", diz o sócio da RC Consultores, Fábio Silveira.
A economia não está reagindo, apesar do esforço do governo: a queda na taxa básica de juros, a reversão das medidas macroprudenciais e a pressão sobre os bancos privados para reduzir juros e spread. Um desempenho fraco em 2012 pode comprometer o objetivo de Dilma de crescimento médio de 4,7% ao ano no seu governo, similar aos 4,6% do segundo mandato de Lula.
Fonte: Agência Brasil



5 - Pesquisa da CNI diz que Indústria começa a dar sinais de recuperação.
Depois de um início de ano fraco, a indústria brasileira começa a dar sinais de recuperação. As horas trabalhadas na produção cresceram 0,4%, o emprego aumentou 0,3% e o faturamento do setor subiu 0,9% em março frente a fevereiro na série com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada pela CNI.
"Apesar de um início de ano com dificuldades, ao analisarmos os dados de março, há uma expectativa de retomada gradual, mas moderada, da atividade do setor ao longo do ano", destacou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.
O único indicador que teve queda em março ante fevereiro foi o de utilização da capacidade instalada. Com uma redução de 0,5 ponto percentual no período, a indústria operou, em média, com 81,5% da capacidade instalada em março. Em fevereiro, esse percentual era de 82%. "Esses dados refletem uma ociosidade na produção, que pode ser resultado da maturação de investimentos e também pelo nível de estoques ainda estar acima do planejado", avaliou Castelo Branco.
Fonte: Agência Brasil






 
       
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